03.06.2011
Convite Festa Junina

Pessoal,

Não deixem de visitar nossa Festa Junina, estamos preparando um cardápio especial, barracas com brincadeiras típicas, passeio de ponei e muito mais.

Será no dia 18 de junho (sábado) das 10h às 12h aqui na Steps.

Esperamos por todos vocês!




02.06.2011
Steps e Baby Smile Show!

A Steps orgulhosmante participou do evento Baby Smile Show , que aconteceu no dia 31 de maio no terraço Daslu. Um evento beneficente em prol de crianças carentes com com fissuras labiopalatinas, para obter recusrsos para a ONG Operação Sorriso do Brasil.

Lá ficamos responsáveis pelo espaço de entretenimento dos pequenos de 0 a 3 anos com atividades de Movimento e de 3 a 6 anos no Ateliê de Artes.

Gostaríamos de agradecer a organização do evento que foi impecável na produção do mesmo.

Foi um sucesso!




12.05.2011
Timidez não é defeito

‘Participar’ das aulas, mesmo que seja falando qualquer bobagem, é atitude exaltada por educadores



TODA CRIANÇA tem o direito de ficar sozinha e quieta. Toda criança tem o direito de não ser extrovertida, de gostar de brincar com poucos colegas e de não responder a todas as perguntas que os adultos lhe fazem, inclusive -e principalmente- pais e professores.
A criança tem o direito de ser tímida!
Mas, pelo jeito, estamos roubando esse direito dela.
Já faz um tempo que “participar” das aulas na escola, mesmo que seja falando qualquer bobagem, tem sido uma atitude exaltada e incentivada pela maioria dos educadores.
Receber muitos telefonemas, convites para festas, para brincar na casa de colegas da escola ou mesmo para viajar no final de semana tem sido tratado como índice de boa socialização.
Os pais, em geral, se preocupam quando os filhos, mesmo os menores de seis anos, não são “populares” entre seus pares.
Mas o problema é que, agora, estamos exagerando. Não basta considerar a timidez um defeito: queremos transformar essa característica em patologia, tratar.
Isso já é demais.
A mãe de um menino de dez anos me escreveu contando que a escola que seu filho frequenta promoveu uma palestra para os pais com o título “Como tratar as crianças tímidas”. Ela foi, ouviu tudo e voltou preocupada.
Agora, essa mãe acredita que precisa levar o filho para um tratamento psicológico porque, segundo aquilo que ouviu na escola, ou pelo menos o que interpretou do que lá foi dito, o futuro do filho não será lá muito promissor caso ele não consiga superar a timidez que hoje apresenta.
No mundo da diversidade, não suportamos as diferenças, é isso?
Queremos que nossos filhos tenham todos os brinquedos que os colegas têm. Queremos que viajem para os mesmos lugares que seus pares contam ter visitado, que usem as roupas e os calçados das mesmas marcas que a maioria dos colegas e que se comportem de modo semelhante ao da maioria.
Acreditamos que crianças padronizadas e uniformes formam um grupo, e que os diferentes são excluídos dele.
Isso é uma grande violência que nós praticamos contra os mais novos.
Afinal, será que desconhecemos que o mundo tem lugar para todo tipo de pessoa?
Será que ninguém conhece adultos bem-sucedidos em sua profissão e que são extremamente tímidos na vida social?
Conheço pessoalmente vários casos assim e, por leitura de biografias, muitos outros. Escritores, cientistas com renome internacional, artistas, professores etc.
E adultos muito extrovertidos, com uma vida social intensa e uma rede de conhecidos enorme, mas que apesar disso são infelizes e não realizados na vida: será que ninguém conhece?
Temos tratado as crianças de uma maneira muito pouco respeitosa. Não suportamos que elas sejam muito ativas, rebeldes, que fiquem tristes, que reclamem, que desobedeçam, que queiram ficar quietas, que não parem, que sejam tímidas.
Ora, queremos formar uma massa de crianças medianas ou medíocres?
Vamos deixar as crianças tímidas em paz. Elas podem mudar na adolescência. Aliás, as muito extrovertidas também podem se transformar em tímidas nessa mesma época da vida.
Timidez não é defeito, tampouco doença. É apenas uma característica e, se a criança tiver oportunidades de ser aceita e reconhecida da maneira como ela é no momento e aprender a não permitir que esse seu traço impeça a sua vida de acontecer, ela crescerá de acordo com seu potencial e conseguirá, sim, encontrar meios de viver de acordo com esse seu jeito de ser.
Se, ao contrário, insistirmos para que ela altere essa sua característica, aí sim, nós poderemos atrapalhar o seu desenvolvimento e prejudicar o seu autoconhecimento, o que é fundamental para qualquer pessoa viver melhor.

**Rosely Sayão




19.10.2010
Sugestão de livro

Eis um livro que as mamães, papais, titias(os), vovós(ôs), professoras, babás e todos aqueles que convivem com crianças devem conhecer:

“Seja bem-vindo! Cartas a uma criança que vai nascer”, de María Novo e Francesco Tonucci

Francesco Tonucci é um pedagogo italiano e é autor de outros dois livros interessantes também: ” Com olhos de criança”  e ” Quando as crianças dizem: Agora chega!”

Boa leitura!




18.10.2010
Como falar com os bebês!

O uso de palavras incorretas deve ser sempre evitado. Já a mudança de entonação da voz na hora de conversar com o seu filho é algo que divide os especialistas

Numa tentativa de simplificar o entendimento da criança, alguns pais costumam abusar da chamada linguagem tatibitate. Além de falar as palavras incorretamente, mudam a entonação da voz, imitando o filho. “Essa função é da criança. Ela aprende a falar por repetição, ouvindo e imitando o adulto. Os pais devem procurar dizer as palavras corretamente para não confundi-la”, afirma a psicopedagoga e fonoaudióloga Quezia Bombonatto. Metáforas de associação, como chamar cachorro de “au-au” e machucado de “dodói”, podem facilitar a vida da criança, porque são expressões fáceis de pronunciar. “Não há problema em usar para identificar algumas coisas, mas adotar frases inteiras dessa forma retarda o aprendizado da linguagem”, diz a fonoaudióloga Silvana Selvaggi. Pelo mesmo motivo, os pais devem evitar os diminutivos, que tornam a conversa com o filho muito infantilizada. O ideal seria adotar frases curtas, simples e claras, como “Aqui está a sua mamadeira” ou “É hora do banho”. ”É bom os pais passarem essas dicas para as outras pessoas que cuidam da criança, como os avós ou a babá”, sugere Silvana.

Ainda com relação à entonação, alguns especialistas defendem a variação do tom da voz para conversar com bebê como forma de construir uma ligação afetiva com ele. Afinal, fugir totalmente da tatibitate pode ser muito difícil. Uma prova disso é que todas as culturas utilizam alguma forma linguagem específica – ou um jeito mais infantil – para falar com os bebês.

Segundo a fonoaudióloga do hospital Santa Catarina, Ana Maria Hernandez, há estudos recentes que indicam que o bebê reage de maneira diferente à fala do pai e da mãe. O timbre mais grave do homem faz com que a criança fique mais agitada e responda mais rápido e o tom mais delicado e agudo das mulheres faz com que ela responda até mesmo com uma movimentação corporal mais harmoniosa. “Mas não existe um timbre melhor do que o outro. É importante que o bebê esteja exposto a diversidade para que desenvolva da melhor maneira possível a linguagem”, explica Ana Maria.

Os verbos, mais difíceis de serem aprendidos do que os substantivos justamente porque não podem ser vistos ou tocados, demoram mais para serem reproduzidos pelos bebês. Mesmo assim, é importante estimula-los desde cedo. Uma opção pode ser começar com os de ação (“você está comendo um biscoito”) relacionando ao que o bebê está fazendo ou vendo naquele exato momento. Assim, ele associa as palavras de forma mais fácil.

Estímulo certo
O desenvolvimento da linguagem é um processo longo e trabalhoso, que só termina por volta dos 6 anos, quando a criança já está apta a pronunciar todos os fonemas. As primeiras palavras surgem por volta de 1 ano a 1 ano e meio. “O bebê costuma falar palavras soltas, como mamãe, bola ou o nome de uma comida preferida. E também é capaz de formar pequenas frases, como ‘quer água’”, explica Silvana. O avanço e o amadurecimento da linguagem dependem dos estímulos que a criança recebe do ambiente. “Se o filho aponta o objeto que quer e a mãe o atende prontamente, sem que ele tente falar, vai demorar mais para aprender”, diz a fonoaudióloga Quezia.

A melhor maneira de levar seu filho a falar direito, portanto, é conversar com ele normalmente. Mesmo que pronuncie errado a palavra, insista no jeito certo. Se ele pede a “dedera”, responda que vai preparar a mamadeira. A partir dos 3 anos e meio se a criança ainda apresentar muitas trocas de palavras é hora de procurar um especialista, aconselha a fonoaudióloga Ana Maria Hernandez.

Dicas para estimular o diálogo com o bebê
- O ideal é se comunicar com o bebê mais intensamente nos momentos em que ele estiver atento. Durante crises de choro ou períodos de irritação ele não irá prestar muito atenção no que você diz;
- Procure não usar muitos estímulos, além do contato visual, enquanto conversa com ele, isso ajuda o bebê a se concentrar nas palavras;
- Aproveite situações do cotidiano para ouvir o que seu filho está falando e conversar com ele apresentando o nome das coisas. Assim, as palavras ganham significado e são gravadas com mais facilidade;
- Pronuncie as palavras sempre de maneira correta. Se preciso, faça variações de voz, aumentando-a ou suavizando. Não tente dizer o nome das coisas pelo som, é melhor usar sempre as palavras reais;
- Na hora das refeições, fale do prato, da colher, das cores e consistência dos alimentos.
- Aproveite o banho para nomear as partes do corpo e narrar as ações que a criança estiver fazendo: pegar o sabonete, a esponja, jogar água, esfregar a perna;
Faça comentários sobre a forma e a textura dos brinquedos;
- Conte algo do dia com detalhes interessantes para a criança: o momento em que a vovó telefonou, uma coisa que você viu na rua;
- Leia e conte histórias. Ao ler livros para o bebê, seja mais expressivo, um verdadeiro narrador. Isso desperta a atenção dele;
- Nos passeios, aproveite para ensinar novas palavras a ele. Aponte os pássaros e as árvores, por exemplo;
- Ouçam e cantem juntos músicas e histórias.

Revista Crescer – setembro de 2010.




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